São Paulo sedia evento para promover a difusão da ACV no setor empresarial

Publicado dia 13/12/2017

Arividade ocorreu no final de novembro com a participação de diversos expoentes da ACV no Brasil

Aconteceu em São Paulo, entre os dias 27 e 29 de novembro, mais um encontro do Programa de Conscientização e Treinamento em Avaliação do Ciclo de Vida ACV de A a Z, com objetivo promover a difusão da ACV no setor empresarial.

A abertura do evento (27) contou com a participação de Cássia Ugaya, professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que contextualizou o projeto de forma geral e Amir Safaei, representante da ecoinvent, que falou sobre o apoio da instituição a iniciativas de ACV em países em desenvolvimento, como o Brasil. Em seguida, foi apresentada uma encenação teatral que abordou a complexidade das interações entre executantes do estudo de ACV e clientes.

Thiago Rodrigues, representando o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), apresentou o Programa Brasileiro de Avaliação do Ciclo de Vida (PBACV), uma iniciativa composta órgãos de governo, instituições acadêmicas, de pesquisa e associações e entidades industriais, com objetivo de fomentar a metodologia de ACV no Brasil. O vice-presidente da Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida (REBACV), Omar Rodrigues, que é também do Grupo Boticário, falou sobre o papel da Rede na difusão da ACV no Brasil.

Ainda no primeiro dia, Amir relatou a experiência da ACV no setor empresarial europeu e Simon Gmuender (Quantis) mostrou oportunidades para criação de valor nos negócios. Felipe Coelho (Fundação Vanzolini) discursou como a Rotulagem Ambiental e o EPD (Declaração Ambiental de Produto, em português) podem ser uma estratégia para promoção da ACV e do tema de sustentabilidade e Cássia apresentou uma introdução sobre Pegada de Carbono e Hídrica, dois tipos de estudos que são recortes da ACV, mas que já estão mais na pauta da gestão das empresas.

A manhã do segundo dia (28) foi dedicada aos estudos de casos de empresas que já estão trabalhando com ACV, como a Cargill e a Fibria, apresentadas por Eduardo Toshio (Fundação Espaço Eco), a Braskem, por Yuki Kabe e a Votorantim Cimentos, a primeira empresa brasileira a obter um EPD, por Simon Gmuender. O objetivo foi mostrar as motivações que levaram essas organizações a incorporar a ACV na sua gestão, bem como os usos que fizeram do estudo.

No período da tarde, o destaque foi para os institutos de pesquisa e para a Academia. Fernanda Belizário, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), apresentou as iniciativas da instituição relacionadas à ACV no setor da construção civil. Marcela Saade e Vanessa Gomes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Henrique Maranduba, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ana Passuelo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Ricardo Dinato, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), trataram da experiência em projetos sobre ACV em suas universidades. O último dia (29) foi uma aula geral sobre as fases de um estudo de ACV, passando pela Definição de Objetivo e Escopo, Análise de Inventário, Avaliação de Impacto e Interpretação.

O projeto ACV de A a Z é financiado pelo ecoinvent, instituição Suíça, comercializadora do maior banco de dados mundial para ACV e conta com um consórcio de várias instituições que trabalham na promoção da ACV no Brasil, como IBICT, Fundação Espaço Eco, Embrapa, Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), IPT, UESC, UTFPR, Quantis, UNICAMP e UFRGS.

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