Em Bruxelas, IBICT participa de eventos sobre Avaliação do Ciclo de Vida

Publicado dia 04/05/2018

IBICT esteve presente na 6ª Reunião do Fórum Internacional sobre Cooperação em ACV e da 1ª reunião presencial do Comitê Gestor da Life Cycle Initiative

Foi realizado nos dias 25 e 26 de abril em Bruxelas (Bélgica) o 6th Meeting of the International Forum on LCA Cooperation (6ª Reunião do Fórum Internacional sobre Cooperação em Avaliação do Ciclo de Vida – ACV) onde aconteceu o lançamento do portal da rede Global LCA Data Access (GLAD). A rede conta com a participação de representantes de governo de 13 países, a Comissão Europeia, a ONU Meio Ambiente e instituições de diversos países que atuam na temática de ACV. O principal objetivo da rede é permitir a interoperabilidade de dados e inventário de processo do Ciclo de Vida.

O evento contou com a participação de dois representantes do IBICT: Tiago Braga, coordenador de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos e Thiago Rodrigues, pesquisador do IBICT especialista em informação para sustentabilidade. Eles participaram do lançamento do portal, que está disponível mundialmente através do endereço http://globallcadataaccess.org. O Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida (SICV Brasil) é um dos quatro bancos que foram pioneiros na integração de dados com a plataforma mundial. Além do Brasil, Suíça, Estados Unidos e Japão já conseguiram integrar suas tecnologias a fim de torná-las interoperáveis em âmbito mundial, segundo informa o próprio portal da GLAD.

A participação brasileira no evento teve como foco a apresentação da visão de provedor de dados, com a integração ao vivo (online) de um dataset do SICV Brasil para a GLAD. Segundo Tiago Braga, o IBICT é, provavelmente, a instituição parceira da GLAD com o sistema de interoperabilidade mais desenvolvido. “Isto representa um grande marco para a ACV no Brasil, pois somos um dos poucos países que têm Banco de Dados de ACV e que estão interligados com a plataforma GLAD. A transparência ambiental dos nossos produtos, principalmente as commodities, incrementa a competitividade da nossa economia”, afirma o especialista.

Além da integração da GLAD, o Brasil também participou no evento apresentando o projeto RenovaBio, iniciativa colaborativa entre diversas instituições da esfera federal: Embrapa Meio Ambiente, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, Universidade Estadual de Campinas, o Agroicone, Ministério de Minas e Energia, e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O projeto visa estabelecer a nota de eficiência energético-ambiental dos biocombustíveis produzidos no Brasil, permitindo assim, a análise do potencial de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). A apresentação foi feita por Thiago Rodrigues, que pontuou a complexidade da ferramenta ao analisar questionamentos relacionados a dados de mudança do uso da terra: “a metodologia utilizada desestimula que novas áreas sejam desmatadas para produção de biocombustível, ao garantir que apenas os produtores que estão seguindo as diretrizes estabelecidas terão acesso aos benefícios do programa”.

O IBICT foi a primeira instituição a presidir a GLAD e foi sede do Fórum Internacional de Cooperação em ACV em 2016. O evento pretende identificar os principais desafios e oportunidades em relação a GLAD, quais são os prós e contras em estender seu escopo para além dos dados de ACV e quais são as principais áreas que usuários da rede gostariam de ver como atividades futuras como, por exemplo, discussões mais aprofundadas sobre nomenclatura e metadados de ACV. Com o lançamento da plataforma GLAD, o Fórum Internacional sobre Cooperação em ACV retomará seu diálogo sobre o construção de políticas públicas baseadas em ACV e iniciará estudos sobre como a GLAD e os dados aprimorados de acessibilidade e interoperabilidade que a acompanham podem contribuir para esse fim.

Physical SC meeting of the Life Cycle Initiative

Ainda em Bruxelas, no dia 26, aconteceu a primeira reunião presencial do Comitê Gestor da Life Cycle Initiative, após a nova estratégia e governança terem sido iniciadas em setembro de 2017. O objetivo da reunião foi discutir a implementação da nova estratégia, com o foco principal na decisão sobre novos projetos, na aprovação de orçamento e na estratégia de arrecadação de fundos. Neste sentido, o encontro em Bruxelas foi fundamental para definir o plano de trabalho para 2018.

Para Tiago Braga “a participação do Brasil permite que as discussões internacionais sobre a temática de ACV sejam realizadas levando em consideração as perspectivas brasileiras, garantindo, assim, que as especificidades do país sejam contempladas nos processos decisórios da Iniciativa”.

Desde o fim do ano passado, o IBICT faz a parte do Comitê Gestor como representante governamental, após um período de votação aberta para eleger membros em diversas regiões do mundo, seguindo a premissa de que cada grupo de representantes (governo, academia e empresas/representantes individuais) deveria ter três regiões diferentes representadas. Além do IBICT foram nomeadas para representantes de governo a European Commission e a South Asia Co-operative Environment Programme (SACEP).

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