A RELAÇÃO ENTRE GESTÃO AMBIENTAL E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM ORGANIZAÇÕES INDUSTRIAIS
ROHRICH, Sandra Simm. 2001. Dissertação.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Orientador(es): João Carlos da Cunha
Biblioteca Depositaria: Biblioteca Central da Universidade Federal do Paraná
Fonte: http://200.17.203.155/index.php?codigo_sophia=76366
Banca examinadora: Marcelo Gechele Cleto
Idioma(s): Português
Dependência Administrativa: Federal
Palavras-chave: Inovação
Resumo: Este estudo analisou a relação entre gestão ambiental e inovações tecnológicas voltadas ao meio ambiente em organizações industriais com um sistema de gestão ambiental formalizado e localizadas no Brasil. A gestão ambiental foi mensurada de acordo com a ênfase dada às questões ambientais, podendo ser considerada como proativa, preventiva e de controle. As inovações tecnológicas foram medidas de acordo com a ênfase dada pelas organizações às dimensões denominadas como segue: inovações tecnológicas de produto, processos, apropriadas, origem das tecnologias, tecnologias limpas e preventivas. Também foi analisada a influência da origem do capital no relacionamento entre as variáveis gestão ambiental e inovação tecnológica. O delineamento desta pesquisa é do tipo levantamento, com corte transversal, de natureza descritivo-quantitativa e correlacional. Do total de empresas que participaram do estudo, 19% são de pequeno porte, 48% de médio porte e 33% de grande porte. Quanto à origem do capital, 48% das empresas possuem capital privado nacional, 41% capital privado estrangeiro e 11% capital misto. Na análise dos diferentes grupos encontrados em relação à variável gestão ambiental, observou-se que há uma tendência de as organizações apresentarem também maior ênfase nas dimensões referentes às inovações tecnológicas voltadas ao meio ambiente. As organizações caracterizadas por uma gestão ambiental proativa são aquelas que consideram a questão ambiental como fator estratégico, e consequentemente atendem aos requisitos das dimensões preventiva e controle . Como fatores de destaque verificou-se, por exemplo, a dimensão tecnologias para controle de processos, em que até mesmo o grupo de empresas consideradas proativas ainda não têm a reutilização de água como prática sistematicamente adotada. As empresas consideradas proativas, bem como as preventivas têm demonstrado preocupações ambientais com o ciclo de vida dos produtos e também na sua eficiência energética. COmo um dos fatores mais críticos, constatou-se que mesmo nas empresas consideradas proativas, não há utilização de energias alternativas em seus processos, pois consideram, na sua maioria, que as tecnologias alternativas não lhes são aplicáveis. Quanto à origem do capital, as análises indicaram que não afeta o relacionamento entre gestão ambiental e inovação tecnológica, fator que pode ser observado em virtude de a maioria das empresas estrangeiras que vêm para o Brasil adotarem as práticas ambientais internas, menos exigentes que as práticas ambientais dos seus países de origem.