DIRETRIZES PARA A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL EM EMPREENDIMENTOS HABITACIONAIS
NÓBILE, Alexandre Amato. 2003. Dissertação.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Orientador(es): Mauro Augusto Demarzo
Biblioteca Depositária: Biblioteca Digital da UNICAMP
Fonte: http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000321391
Banca Examinadora: Mauro Augusto Demarzo, Ricardo Martucci, Silvia A. Mikami G. Pina.
Idioma(s): Português
Dependência administrativa: Estadual
Palavras-chave: Agenda 21. Assentamento humano sustentável. Desenvolvimento social. Desenvolvimento sustentável. Desenvolvimento urbano. Diretrizes habitacionais. Ecologia urbana. Empreendimento habitacional. Entropia. Habitação. Loteamento. Meio ambiente. Práticas sociais. Sustentabilidade ambiental.
Resumo: O crescimento populacional, as distorções e as exclusões sociais, o excesso de consumo, a distância entre a academia e o mercado habitacional, o currículo dos graduandos em engenharia e arquitetura, o isolamento profissional nas decisões de relevante interesse, a desinformação, a falta de escala econômica dos produtos ambientalmente melhores, a ausência de um modelo habitacional sustentável e economicamente viável; foram alguns fatores que contribuíram com a perpetuação de empreendimentos habitacionais, que deixam de levar em consideração a dimensão ambiental (otimização na utilização dos recursos naturais, da energia, dos transportes, da destinação dos resíduos, dos cuidados acústicos, térmicos, de ventilação e insolação), e a dimensão social (acesso à informação, oportunidades de trabalho local, organização social, comprometimento com a disseminação de informação no entorno, etc); gerando situações conturbadas para o meio ambiente e para a sociedade. A dissertação procurou encontrar, em alguns documentos selecionados, princípios e diretrizes que recentemente foram preconizadas pelos envolvidos com a questão do Desenvolvimento Sustentável e que fossem úteis aos empreendimentos habitacionais, fazendo destes uma ferramenta que auxilie efetivamente na aplicação prática dos conceitos defendidos na Agenda 21, principalmente a sustentabilidade ambiental. O trabalho foi além, trazendo também inúmeros mecanismos que pudessem auxiliar na implantação dos conceitos identificados, assim como uma compilação das principais legislações e normas técnicas pertinentes ao assunto. Por fim, foi proposta uma classificação das diretrizes em função dos atores envolvidos (poder público, academia, empreendedores, profissionais e construtoras, usuários, ONGs e fornecedores), sempre levando em consideração as várias fases dos empreendimentos (planejamento, construção, operação, manutenção e demolição). A revisão da literatura somada às reflexões do autor, conduziram à uma nova proposta: os empreendimentos habitacionais precisam trazer em seu bojo, soluções sociais geradoras de trabalho e renda, seja no próprio empreendimento habitacional popular, seja fomentando externamente em seu entorno, no caso de empreendimentos de melhor padrão. Estas soluções poderão ser oriundas da resolução dos próprios problemas ambientais existentes, da minimização dos desperdícios de recursos ambientais e do aproveitamento local do potencial energético dos resíduos e reciclagem do lixo doméstico. Tudo isso, somado aos cuidados técnicos, poderá auxiliar na tão almejada sustentabilidade econômica e ambiental.