SUBSÍDIOS À AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA DO PESCADO: AVALIAÇÃO AMBIENTAL DAS ATIVIDADES DE PISCICULTURA E PESQUE PAGUE - ESTUDO DE CASO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MOGI-GUAÇU
MILLANI, Thiago José. 2007. Dissertação.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
Orientador(es): Aldo Roberto OmettoBiblioteca Depositaria: BICRHEA e EESC
Fonte: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18139/tde-09042008-135559/pt-br.php
Banca examinadora: Aldo Roberto Ometto, Evaldo Luiz Gaeta Espindola, Sergio Almeida Pacca.
Idioma(s): Português
Dependência administrativa: Estadual
Palavras-chave: Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). Piscicultura. Pesque-pague.
Resumo: O desafio de se atingir o desenvolvimento sustentável tem levado os sistemas produtivos buscar um equilíbrio entre os aspectos ambientais, econômicos e sociais. Com relação ao uso dos recursos hídricos, a aqüicultura se mostra, no Brasil, como uma atividade economicamente emergente, mas que precisa considerar os aspectos de sustentabilidade em sua produção. O presente trabalho apresenta como objetivo avaliar os potenciais impactos causados pelas atividades de piscicultura e pesque-pague no corpo hídrico, localizado na região de montante da bacia hidrográfica do rio Mogi-Guaçu. Dentre as metodologias de avaliação de impactos ambientais, pode-se destacar a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) por seu caráter sistêmico, e por isso é utilizada neste trabalho. Para o desenvolvimento do estudo da ACV, foi utilizado o método Environmental Design of Industrial Products – EDIP, alguns métodos de caracterização hídrica na fase de inventário da ACV e uma avaliação qualitativa da introdução de espécies não nativas em uma região. Os resultados deste trabalho estão estruturados de acordo com a metodologia da ACV, aplicada ao pescado advindo de pesque-pague em estudo de caso localizado na região de montante da bacia hidrográfica do rio Mogi-Guaçu. A unidade funcional adotada é a quantidade de kcal contida em um kg de filé de peixe. A utilização da metodologia da ACV na produção animal permite uma avaliação quantitativa dos principais impactos ambientais gerados ao longo do seu ciclo de vida, permitindo acompanhar o comportamento ambiental de cada unidade de processo. A piscicultura se mostra como a maior consumidora dos recursos naturais não renováveis e, seu efluente apresenta um maior potencial de acidificação, em relação ao pesque-pague. O pesque-pague, por sua vez, se mostra como o maior consumidor dos recursos naturais renováveis e seu efluente apresenta um maior potencial de eutrofização, ecotoxicidade e de toxicidade humana. O consumo de energia elétrica é, praticamente, equivalente por parte das atividades de piscicultura e pesque-pague. Qualitativamente, avaliaram-se os potencias impactos decorrentes da introdução de espécies exóticas e alóctones, diagnosticando as principais espécies comercializadas nos pesque-pague, presentes na bacia hidrográfica do rio Mogi-Guaçu. Portanto, as atividades de piscicultura e pesque-pague apresentam potenciais de impactos ambientais negativos ao corpo hídrico da região e precisam adotar medidas para reduzi-los, tais como, redução do uso de substâncias químicas e melhoria da qualidade dos alimentos dos peixes.